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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quilombolas albinos recebem assistência médica


Iniciativa será coordenada pela gerência do núcleo Afro quilombola

A comunidade quilombola Filus, em Santana do Mundaú, recebeu nesta segunda-feira (19) da gerência do núcleo Afro quilombola, da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, uma visita de médicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
A missão médica vai planejar ações para a comunidade, que concentra um grande número de albinos. A visita conta também com a parceria da prefeitura municipal.
Fazem parte da equipe, o diretor do departamento de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário da Ufal, médico Fernando Gomes, e a médica Lydia Masako, da Universidade Federal de São Paulo.
A iniciativa é uma continuidade do projeto Pró Comunidade Quilombo Filus. Foi feita uma avaliação mais profunda acerca da população quilombola albina, caso único na história da medicina. A equipe vai elaborar uma série de projetos e propostas de implementação de políticas públicas para a comunidade com bases nos dados colhidos nesta segunda-feira.
De acordo com a gerente Elis Lopes, o projeto foi iniciado pela Superintendência de Política e de Promoção dos Direitos Humanos, através da gerência Afro Quilombola, no início de 2008, em parceria com a Ufal. “O professor Jorge Luiz Riscado apresentou a comunidade albina ao médico Fernando Gomes. O acompanhamento médico, que deveria ter começado em maio deste ano, será feito no Hospital Universitário. As chuvas e a dificuldade de acessibilidade à comunidade prejudicaram o início dos trabalhos. Por isso, todos os tratamentos,ações e projetos devem ser implementados no período do verão”, informou.
Ainda segundo Elis Lopes, a Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos já encaminhou solicitação a Secretaria de Estado da Saúde pedindo a disponibilidade continuada de bloqueador solar, durante o período de, no mínimo um ano, com renovações.
“Informaram-nos da Secretaria da Saúde que o processo já foi encaminhado à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para avaliação. É importante a agilização dos bloqueadores solar pois a comunidade, principalmente os albinos, têm predisposição ao câncer de pele, caso já existente no quilombo, inclusive com óbito”, alertou a gerente.
“Nosso papel é de articular a implementação de políticas de promoção da igualdade racial, políticas afirmativas que buscam reparar uma historia de exclusão social e racismo que perdura desde o início da colonização do Brasil”, concluiu Elis Lopes.

Agência Alagoas


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Educação para Quilombolas


Educação para Quilombolas
23/01/2010 07:25 - Portal Brasil
João Bittar/Ministério da EducaçãoQuilombolas enfrentam vários desafios para concluir os estudos
  • Quilombolas enfrentam vários desafios para concluir os estudos
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O Brasil tem aproximadamente 1.209 comunidades quilombolas em 143 áreas já tituladas, segundo levantamento da Fundação Cultural Palmares, órgão do Ministério da Cultura. Elas estão em todos os estados, exceto no Acre, Roraima e Distrito Federal. As maiores populações de quilombolas estão na Bahia (229), Maranhão (112), Minas Gerais (89) e Pará (81).
Estudos sobre a situação dessas localidades mostram que as unidades educacionais estão longe das residências dos alunos e a estrutura é precária, geralmente construídas de palha ou de pau-a-pique.
De acordo com o Censo Escolar de 2007, o Brasil tem aproximadamente 151 mil alunos matriculados em 1.253 escolas localizadas em áreas remanescentes de quilombos. Quase 75% dos estudantes estão concentrados na região Nordeste.
A maioria dos professores não é capacitada adequadamente e o número é insuficiente para atender à demanda. Em muitos casos, uma professora ministra aulas para turmas com alunos que estão em séries diferentes. Poucas comunidades têm unidade educacional com o ensino fundamental completo.
Para elevar a qualidade da educação oferecida às comunidades quilombolas, o Ministério da Educação oferece, anualmente, apoio financeiro aos sistemas de ensino. Os recursos são destinados para a formação continuada de professores para áreas remanescentes de quilombos, ampliação e melhoria da rede física escolar e produção e aquisição de material didático. 
Fontes:

terça-feira, 30 de março de 2010

E ainda tem gente que pergunta o por que de se incluir a cultura afro nos currículos...

Estamos há mais de 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil e há mais de 200 anos da abolição da escravatura e em pleno século XXI ainda discutimos sobre a necessidade de se incluir nos currículos a história das relações étnico-raciais, especialmente, da cultura negra. O grande espetáculo que temos no Brasil, justamente é a mistura de culturas diferentes e, mais, um povo mestiço em busca de uma identidade histórica. O Brasil não é só negro, o Brasil é plural. Injustiças sociais e inúmeros preconceitos ainda são cometidas cotidianamente contra negros, pobres, homossexuais, ciganos, doentes (quando a doença é visível), pessoas com as NEE, idosos - até quando? É a principal pergunta. Aceitamos nossa condição hoje, entretanto, não pensamos no futuro para a próxima década ou décadas. Mesmo o Estatuto do Negro é uma busca para remediar problemas históricos contra negros. Qual é a solução à vista? Lutar pelos direitos, lutar pela dignidade, acesso ao trabalho, a moradias melhores, por políticos mais sérios, saúde e educação também estão na pauta do dia.

domingo, 28 de março de 2010

PRODUÇÃO E ARTESANATO: Bananas São Tomé

Bananas, Musa brasiliensis, variedade São Tomé - Comunidade Quilombola de Pedro Cubas -  Eldorado - 2009.

A Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) é o órgão responsável por planejar e executar as políticas agrária e fundiária do Estado de São Paulo e pelo reconhecimento das Comunidades de Quilombos. É vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania. Fotos: Dodora Teixeira. O Itesp é também responsável por implantar e desenvolver assentamentos de trabalhadores rurais em áreas públicas estaduais e prestar assistência técnica às famílias assentadas e às Comunidades de Quilombos, além de identificar problemas e propor soluções para os conflitos fundiários. Fotos: Dodora Teixeira.

ACESSEM MAIS IMAGENS EM: http://picasaweb.google.com/siteitesp/ProduOEArtesanato#